A poesia é pura compaixão e, com paixão, cumpro a sina: o que sinto, escrevo. Escrevo sem dor, sem escrúpulos, sem medo, sem pudor. Torno-me carne exposta, carne viva. Grito, rio, esbravejo, acalento. Às vezes, pensamentos tolos embrenham-se nos versos e a mão empaca. Não me intimidam; a vida é uma grande brincadeira. Há momentos em que a saudade bate e mergulho no passado.Viajo, fantasio, sonho e finjo fazer poesia. Afinal, o poeta não é um fingidor?
Celinha
Nenhum comentário:
Postar um comentário