Os espelhos não sabem guardar segredos.
Eles me refletem e me advertem de uma presença estranha: as manchas em minha pele de agora que se destacam como uma ofensa. Vejo que elas escorrem-me sobre a pele das mãos; alastram.
Acalmo-me e penso: de agora em diante se alguém me fizer algum mal, se eu me sentir só, ou triste, ou velha, olharei com melhores olhos para estas ilhas castanhas e baças que me conduzem para a terra de meus mortos... para lá ou para sua proteção enquanto aqui, na terra dos vivos, persisto em ficar.
Eles me refletem e me advertem de uma presença estranha: as manchas em minha pele de agora que se destacam como uma ofensa. Vejo que elas escorrem-me sobre a pele das mãos; alastram.
Acalmo-me e penso: de agora em diante se alguém me fizer algum mal, se eu me sentir só, ou triste, ou velha, olharei com melhores olhos para estas ilhas castanhas e baças que me conduzem para a terra de meus mortos... para lá ou para sua proteção enquanto aqui, na terra dos vivos, persisto em ficar.
Luiza Lagôas